Pastoral Familiar: Renovação passa por quatro «verbos estruturais» | Diocese Bragança-Miranda

Presidente da Comissão Episcopal Laicado e Família afirma que é necessário acolher, formar, celebrar, acompanhar

O presidente da Comissão Episcopal Laicado e Família (CELF) afirmou hoje no início dos trabalhos do Conselho Nacional da Pastoral Familiar que colocar a “família no centro” é “um desafio exigente” e passa por quatro “verbos estruturais”.

Gravemos na nossa memória e no nosso coração quatro verbos estruturais para uma renovada pastoral familiar: acolher; formar; celebrar; acompanhar”, afirmou D. Nuno Almeida.

O Conselho Nacional da Pastoral Familiar decorre hoje, em Fátima, na Casa dos Silenciosos Operários da Cruz, e reúne responsáveis pela Pastoral Familiar nas várias dioceses e movimentos da Igreja Católica.

“Colocar as famílias no coração da pastoral familiar é um desafio exigente. Não é fácil, porque elas próprias se encontram numa encruzilhada de tarefas, horários, problemas, fraturas e feridas, em que sobra pouco espaço e tempo para desenvolver o espírito familiar em casa, qualificar o seu compromisso pastoral na comunidade e valorizar o seu empenho social”, referiu o bispo da Diocese de Bragança-Miranda.

Para D. Nuno Almeida, há quatro prioridades para que “a família possa anunciar o Evangelho da Vida”.

O presidente da CELF afirma, em primeiro lugar, que os filhos e netos devem descobrir que “a vida humana é um dom”

“Toda a vida é um presente, o mais belo de todos, mas esse presente é acompanhado, de vez em quando, por pesadas provas. Tendo isso em conta, podemos ser muito realistas sobre as dificuldades da vida, mas continuar a ter um olhar maravilhado”, afirmou.

D. Nuno Almeida referiu depois a necessidade de uma “verdadeira educação sobre a sexualidade e o amor”, que “incumbe prioritariamente aos pais, mas também aos outros educadores”.

“Devemos manter-nos vigilantes e ativos para que as escolas (de modo muito particular as escolhas católicas) e os vários movimentos de jovens trabalhem no sentido dessa “autêntica educação”, em que a castidade não é apresentada como uma coação retrógrada, mas como o único meio de viver uma sexualidade livre, digna e responsável, ou seja, plenamente humana”, referiu.

O presidente da CELF disse depois que é necessário ajudar “as jovens gerações a perceber o sentido do sofrimento e da morte”.

D. Nuno Almeida referiu depois a necessidade de “rezar em família”, nomeadamente a “oração de louvor”, porque renova o “deslumbramento frente ao dom da vida”, e a “oração de intercessão”.

Na abertura do Conselho Nacional da Pastoral Familiar, D. Nuno Almeida sublinhou que, antes de tudo, “é preciso passar de uma pastoral sobre a família ou para a família a uma pastoral em família, com a família, da família, de modo que as famílias se tornem sujeitos ativos da pastoral familiar”.

O Conselho Nacional da Pastoral Familiar decorre durante este sábado e vai ser uma oportunidade para refletir sobre o documento “A vida é sempre um bem”, apresentado por Juan Ambrosio, a que se seguem momentos de partilha e de trabalhos em grupo, terminando com a Missa, de tarde.

Paulo Rocha in Agência Ecclesia.