Catedral abre portas para acolher celebrações fúnebres | Diocese Bragança-Miranda

A partir deste mês, a Cripta da Catedral de Bragança passa a acolher celebrações fúnebres, disponibilizando às famílias um espaço digno, reservado e acolhedor para os momentos de despedida, oração e acompanhamento dos seus entes queridos.

Concebida inicialmente com este propósito, a Cripta foi, ao longo dos anos, utilizada para encontros, reuniões, assembleias, ensaios musicais e outras atividades. Agora, depois de um processo de renovação, recupera a sua vocação original e abre-se a um novo serviço à comunidade.

O espaço dispõe de três capelas mortuárias, além de uma ampla área central, onde está instalada a obra de arte contemporânea “Cruz da Ressurreição”, com o subtítulo “Ó morte, onde está a tua vitória?”, da autoria do Padre José Ribeiro Gomes.

Sendo um local de acompanhamento daqueles que partem não poderia ser um lugar de frieza ou neutralidade, pelo que o fundo, quase “dourado”, aquece o sentimento onde a razão não chega, mas que a cruz convida a olhar para o alto onde uma arte intemporal que transporta – a música – marca presença.

A dimensão e a organização da Cripta permitem acolher um maior número de pessoas, proporcionando condições de privacidade, recolhimento e silêncio, particularmente importantes num momento marcado pela dor da perda e pela oração.

Entre as condições disponibilizadas estão também sanitários, aquecimento durante o inverno e estacionamento gratuito, contribuindo para maior conforto e tranquilidade das famílias e de todos os que acompanham a despedida.

A renovação confere maior dignidade às celebrações, desde a disposição do féretro à participação dos familiares e amigos, passando pelo canto, pela oração e pelos diferentes momentos da liturgia.

A localização da Cripta reforça também o significado da Catedral enquanto coração da Diocese, Cátedra do Bispo e casa comum da comunidade diocesana.

A Cripta estará disponível para este serviço entre as 09h00 e as 22h00, com oração nos velórios, às 21h00.

Mais do que um espaço funcional, pretende ser «um lugar de acolhimento e esperança, onde a dor da separação possa ser vivida à luz da promessa cristã da Ressurreição», salienta o Padre José Bento Soares, reitor da Catedral.