Professores de EMRC de Bragança-Miranda iniciam novo ano com um desafio: em cada aluno um dom a fazer crescer | Diocese Bragança-Miranda

Reunidos em Macedo de Cavaleiros, os professores partilharam experiências, definiram prioridades e renovaram o seu compromisso com uma educação que toca o coração e transforma vidas.

 

"Chegar ao coração de cada aluno, através da escuta, do diálogo e de uma relação educativa de proximidade e qualidade." Foi este um dos desafios deixados por Jorge Novo, diretor do Secretariado Diocesano de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC) de Bragança-Miranda, aos professores reunidos no passado dia 10 de outubro, na Casa Pastoral da Unidade Pastoral da Divina Misericórdia.

O encontro, realizado entre as 09h45 e as 13h10, marcou o arranque conjunto de mais um ano letivo, num ambiente de proximidade, partilha e reflexão sobre a missão da EMRC nas escolas de Bragança-Miranda. Os professores foram recebidos nas instalações generosamente disponibilizadas pelos Padres Marianos, a quem o Secretariado Diocesano expressa especial reconhecimento e gratidão, particularmente ao Sr. Pe. Eduardo Novo, pela disponibilidade e atenção com que acolheram esta iniciativa.

A manhã começou com um momento de oração e interiorização, inspirado na Palavra de Deus. A parábola do semeador e a imagem da chuva que fecunda silenciosamente a terra convidaram os professores a revisitar o sentido mais profundo da sua missão. Tal como a semente precisa de tempo para germinar, também a educação exige paciência, esperança e confiança nos frutos que nem sempre se deixam ver de imediato.

Seguiu-se um dos momentos mais participados do encontro: dar voz e vez a cada professor. Cada um trouxe a realidade da sua escola, as preocupações do quotidiano, os desafios que enfrenta, as experiências que merecem ser partilhadas e as expectativas para o novo ano letivo. Foi um tempo de escuta e diálogo, marcado pela convicção de que ninguém educa sozinho.

As Aprendizagens Essenciais, os manuais escolares, a Escola Virtual, as planificações, a avaliação, a formação contínua e a sustentabilidade do Secretariado integraram igualmente a reflexão. Da diversidade de questões abordadas sobressaiu uma preocupação comum: reforçar a articulação entre professores e Secretariado, aprofundando a colaboração com as escolas, as famílias e as restantes estruturas educativas.

Um plano de ação com os alunos no centro

Sob o lema "EMRC: cada aluno, um dom a fazer crescer", foi apresentado e refletido o Plano de Ação para 2026/2027, que estabelece prioridades e iniciativas destinadas a fortalecer a qualidade pedagógica da disciplina, valorizar os professores, promover a participação dos alunos e consolidar a presença da EMRC nas comunidades educativas.

Entre as iniciativas que mereceram particular destaque encontra-se a ação de formação "Ensinar EMRC no 2.º Ciclo: estratégias e recursos didáticos", orientada pelo Prof. Ricardo Cunha, que decorrerá em Salamanca, nos dias 22 e 23 de janeiro de 2027, com uma carga horária de 25 horas.

Especial atenção mereceu também o III Encontro Diocesano de EMRC do 3.º Ciclo, marcado para 18 de maio de 2027, em Bragança, sob o tema "Tu és dom".

O Plano de Ação contempla ainda propostas que procuram levar o tema do ano letivo ao quotidiano das escolas. Entre elas, "A Mala dos Dons", uma iniciativa que fará circular pelas 11 escolas uma mala do Secretariado com surpresas e desafios, e o EMRC Escape Room "O aluno que ninguém viu", que convida a refletir sobre a atenção que cada pessoa merece no contexto educativo.

O projeto "Mapas de Humanização: a EMRC em cada Escola" prevê reuniões nos Agrupamentos de Escolas, procurando estreitar relações e conhecer melhor as diferentes realidades educativas.

A peregrinação dos professores a Santiago de Compostela, entre 10 e 13 de junho de 2027, integra também o calendário, proporcionando uma experiência de encontro, espiritualidade e fortalecimento dos laços entre docentes.

No âmbito nacional, foram ainda valorizados o XV Encontro Nacional de Alunos de EMRC do Ensino Secundário (ENES), que decorrerá em Évora, nos dias 16 e 17 de abril, sob o tema "EMRC, rostos no tempo do vagar", o XXV Encontro Nacional do 1.º Ciclo, marcado para 30 de abril, em Fátima, e a Semana Nacional de EMRC, de 15 a 22 de maio, subordinada ao tema "EMRC: cada pessoa, um dom".

"Mais do que uma reunião, um compromisso com cada aluno"

Para Jorge Novo, esta reunião foi muito mais do que um momento de organização do ano letivo. "Foi uma oportunidade para fortalecer laços, partilhar responsabilidades e renovar o compromisso com uma EMRC que coloca cada aluno no centro da ação educativa, reconhecendo a sua dignidade, singularidade e potencial de desenvolvimento."

O diretor do Secretariado deixou aos professores um apelo particularmente concreto, "a dedicação aos alunos, pois cada aluno traz consigo um dom que precisa de ser descoberto, valorizado e partilhado. A nossa missão é ajudá-lo a ser aquilo que é, em verdade e autenticidade, e não aquilo que os outros querem que ele seja."

Recordou ainda que "há poucas alegrias tão grandes na vida de um professor como ouvir, anos depois, um antigo aluno dizer que uma palavra ou gesto nosso fez a diferença na sua vida. É nesses momentos que compreendemos quanto vale a pena ajudar alguém a crescer em espírito e em sabedoria", salientou Jorge Novo.

Para o responsável diocesano, a EMRC encontra precisamente nesta relação humana uma das expressões mais significativas da sua identidade educativa: “não se trata apenas de transmitir conhecimentos, mas de ajudar os alunos a descobrir sentido, a reconhecer a dignidade de cada pessoa, a desenvolver valores e a construir relações mais humanas”.

Cada aluno, um dom. Cada escola, um lugar de humanização

Do encontro ficou a convicção de que a qualidade da EMRC se constrói diariamente, nas salas de aula, nos corredores das escolas, no encontro com as famílias e na disponibilidade de cada professor para escutar, acompanhar e acreditar nos seus alunos.

O Secretariado Diocesano deixou uma palavra de reconhecimento e gratidão a todos os docentes pela presença, pelo empenho e pelo testemunho quotidiano de quem continua a acreditar que educar é também semear futuro, cultivar valores e contribuir para a construção da civilização do amor.