Formação permanente para evitar a frustração permanente | Diocese Bragança-Miranda

É importante fazer “formação permanente para evitar viver em frustração permanente”. Este foi o mote dado por D. José Cordeiro, bispo da diocese de Bragança-Miranda, na ação que decorreu sábado, de formação para clérigos, padres e leigos, sobre a constituição da Igreja, Gaudium et Spes.

“É o quarto ano em que realizamos o dia diocesano de formação permanente, aberto a todos. Decidimo-nos, neste projeto pastoral, a cada ano convergir para um documento do Concílio Vaticano II. Começámos com o Sacrosanctum Concilium, a Lumen Gentium, a Dei Verbum e, este ano, a Gaudium et Spes. Encerramos este ciclo das constituições e passaremos agora a outros”, explicou D. José Cordeiro. O prelado acredita que “se não há formação permanente, há frustração permanente”. “Às vezes vivemos muito nessa frustração e numa cultura de lamentação e é importante que a nossa ação pastoral seja alicerçada nos grandes valores, nos grandes princípios, que são orientadores de toda a vida da fé da Igreja e que se concretiza, depois, nas paróquias, nas unidades pastorais, em toda a diocese e nos vários grupos e movimentos e de vivermos o essencial, concretizado depois nas várias ações que o plano pastoral propõe. É apenas uma orientação. Mas não há uma verdadeira pastoral se não estiver bem assente numa boa teoria”, frisou. 

Convidado para esta sessão foi o Pe. Adelino Ascenço, Superior Geral da Sociedade Missionária da Boa Nova (SMBN). O sacerdote, que foi missionário no Japão, entende que este tipo de ações são “muito importantes”. “Hoje em dia a Igreja não pode continuar nessa saída permanente. Para nos atualizarmos, não só os clérigos, o bispo, os padres, mas os leigos, temos de continuar esta caminhada e a formação permanente é fundamental para isso. Estas atividades são fundamentais”, disse.

O Pe. Adelino Ascenço explicou que “a Constituição Gaudium et Spes é muito atual porque é o diálogo com o mundo em que vivemos. Surgiu há 50 anos mas o mundo em que vivemos é este. Temos de continuar este diálogo profundo com a cultura nas suas diversas vertentes e não podemos desistir desse diálogo. Caso contrário, acabamos por nos recolhermos, cada um, no seu casulo. Recolhendo-nos, não avançamos. Não avançar significa recuar”, disse.

Texto e fotografia: Mensageiro de Bragança