[1]Qui, 15/10/2026 - 21:38
D. ANTÓNIO MONTES MOREIRA
25º ANIVERSÁRIO DE ORDENAÇÃO EPISCOPAL
Bragança, 14.10.2026
Senhor D. António Montes!
Neste dia feliz em que celebra 25 anos de ordenação episcopal, unimo-nos em profunda ação de graças a Deus pelo dom da sua vida, da sua vocação e do seu ministério ao serviço da Igreja e da Sociedade, na nossa diocese de Bragança-Miranda.
Celebrar Bodas de Prata é recordar um quarto de século de entrega generosa, de escuta atenta, de pastoreio fiel e de presença amiga junto das comunidades que lhe foram confiadas. Em cada celebração, em cada palavra de ânimo e em cada caminho percorrido como sucessor dos apóstolos, foi instrumento da graça divina para todos nós.
O Senhor D. António Montes Moreira foi o 43.º bispo desta diocese de Bragança-Miranda, recebeu a ordenação episcopal no dia 14 de outubro de 2001, pelas mãos de D. José Policarpo, sete dias após a dedicação desta catedral a Nossa Senhora Rainha.
D. António Montes, franciscano, escolheu como lema episcopal «In nomine Domini» («Em nome do Senhor»), e exerceu o ministério episcopal na Diocese de Bragança-Miranda até 2011, quando teve como sucessor D. José Cordeiro.
É transmontano, natural da Diocese de Vila Real, onde nasceu em 1935, D. António Montes iniciou a sua formação na Ordem dos Frades Menores (Franciscanos) a meados do século XX, e foi ordenado sacerdote em 1958. D. António Montes Moreira doutorou-se em História em 1964, em Lovaina, com uma investigação sobre o primeiro bispo de Lisboa, Potâmio; colaborou na fundação da Faculdade de Teologia da UCP, onde foi secretário entre 1968 e 1981.
Na Ordem Franciscana foi superior provincial entre 1984 e 1991, e conselheiro geral em Roma entre 1991 e 1997 e visitador geral dos Franciscanos da Terra Santa entre 1997 e 1998.
Foi o primeiro diretor do Centro de Estudos de História Religiosa da Universidade Católica Portuguesa (UCP), entre 1988 e 1992; foi secretário-geral Conferência Episcopal Portuguesa entre 1999 e 2001.
Como bispo emérito, D. António Montes Moreira foi chefe da Delegação da Santa Sé na Comissão Paritária da Concordata
A celebração das Bodas de Prata da ordenação episcopal de D. António Montes Moreira é, antes de mais, uma oportunidade para agradecer a Deus o seu ministério episcopal e recordar com alegria o fecundo caminho percorrido ao serviço da Igreja diocesana.
É sempre com muita alegria que acolhemos D. António na nossa Diocese, até porque está a trabalhar no processo de beatificação da Irmã São João, ou Alzira da Conceição Sobrinho, a cofundadora das Servas Franciscanas Reparadoras de Jesus Sacramentado, um trabalho que começou há quatros anos e ainda vai demorar mais algum tempo.
O pastor «sabe que o amor é tudo» (Papa Francisco). Este é o segredo que nasce do
Mistério e que se vive no ministério que serve para servir, porque o ministério episcopal é um «amoris officium», como Santo Agostinho tão expressivamente comentou acerca do evangelho de S. João. A caridade pastoral ou o ofício do amor sacerdotal, recebido pela imposição das mãos, deve ser o de apascentar o rebanho do Senhor, no dom total de si à Igreja.
Agradeço a presença de todas nesta tarde. Um grande obrigado a quem, não podendo estar fisicamente presente, enviou mensagens de comunhão.
Como Pedro, desejamos que o Sr. D. António Montes continue a dizer por muitos anos: «Tu sabes tudo. Tu bem sabes que sou deveras teu amigo» (Jo 21, 17), para dar a vida por todos, à imitação de Jesus, o bom, o belo e único Pastor, sabendo que só lhe foi dada a missão de pastorear e não a posse do rebanho.
Aqui reside o núcleo da graça da grandeza e da limitação no alegre seguimento de Jesus Cristo. Aqueles que receberam a graça de apascentar, isto é, nós os pastores, não deixamos de ser ovelhas e cordeiros de Cristo, porque sabemos que o Amor é tudo e Ele nos ama muito.
Por tudo, «nós Vos glorificamos, Pai Santo, porque sois grande, e tudo criastes com
sabedoria e amor» (Oração Eucarística IV) e «e Vos damos graças porque nos admitistes à Vossa presença, para Vos servir nestes santos mistérios» (Oração Eucarística II).
Em nome pessoal e do nosso presbitério, dos consagrados e de todo o povo de Deus, muito obrigado pelo seu testemunho de fé, pela comunhão fraterna e pela dedicação incansável.
Senhor D. António, que o Bom Pastor continue a fortalecê-lo com os dons do Espírito Santo, concedendo-lhe saúde e paz para continuarmos juntos esta caminhada. Muito obrigado e muitos parabéns, Senhor D. António!
+Nuno Almeida
Bispo de Bragança-Miranda

