[1]Sex, 03/12/2021 - 11:01
À Diocese de Bragança-Miranda
Pax!
Acolho com fé humilde a nomeação para a missão que o Papa Francisco me confia, ao escolher-me como pastor do Povo de Deus presente na Arquidiocese de Braga. Sei que o Bispo não é de uma Igreja, mas é da Igreja; todavia sinto um misto de gratidão e saudade. Tudo é dom da Graça!
Em 2011, o Papa Bento XVI pediu-me para servir a querida diocese de Bragança-Miranda como Bispo. Agora, o Papa Francisco pede-me para peregrinar com ardor apostólico até Braga, da qual nasceu Bragança-Miranda em 1545 e se reconfigurou em 1881.
Neste momento, retornam ao meu pensamento as palavras de Miguel Torga: «Foi desta realidade que parti, e é a esta realidade que regresso sempre, por mais voltas que dê nos caminhos da vida. É uma certeza de marcos com testemunhas, que nunca me deixa desorientado quando quero avivar as estremas da alma (…) Nasci povo, povo continuo e povo quero morrer».
Agradeço de todo o coração a D. António Montes, aos Presbíteros, aos Diáconos, às Pessoas Consagradas, a todas as Leigas e Leigos nas Paróquias das Unidades Pastorais, nos organismos de comunhão e corresponsabilidade sinodal, nos serviços diocesanos, nos movimentos e grupos eclesiais. Muito obrigado pelo vosso testemunho de fé, de esperança e de caridade.
A gratidão é igualmente para todas as Autoridades autárquicas, civis, académicas, forças de segurança e proteção, órgãos de comunicação social e paras todas as instituições, sobretudo, a Cáritas, as Fundações e Centros sociais paroquiais, e as Misericórdias pela sua cooperação recíproca.
No serviço do ministério episcopal na nossa amada Diocese de Bragança-Miranda procurei doar-me como peregrino do Evangelho da Esperança, para mostrar os mistérios de Cristo. Como dizia São Francisco de Assis: «Irmãos, comecemos a servir o Senhor Deus, porque até agora pouco ou nada fizemos». Peço perdão por todas vezes que não fui o pastor, o pai, o irmão, o amigo e o companheiro de viagem, segundo o Coração de Deus.
Esforcei-me por buscar a proximidade com Deus, com o Colégio Episcopal, com o Presbitério e com o Povo santo de Deus. A comunhão e a participação são elementos decisivos para a Missão da Igreja.
Recomendo-me à misericórdia de todas as crianças, adolescentes, jovens e adultos, sobretudo dos mais velhos, dos pobres, dos reclusos, dos migrantes, das pessoas com deficiência, das minorias étnicas e de todas as outras periferias existenciais que são invisíveis.
Corações ao alto! «Não vos entristeçais, porque a alegria do Senhor é que é a vossa força» (Neemias 8,10).
Suplico a Deus, por mediação da Senhora das Graças, de São José e de São Bento, por todos e cada um. Rezai por mim e rezemos juntos, para que em breve Deus conceda a Bragança-Miranda um novo Bispo.
Até sempre!
Cordialmente muito e muito grato na comunhão crente e orante.
Bragança, 03 de dezembro de 2021
+ José Manuel Garcia Cordeiro
Administrador Diocesano de Bragança-Miranda

