“Mosteiro Trapista de Santa Maria, Mãe da Igreja” em Palaçoulo | Diocese Bragança-Miranda

D. José Cordeiro anunciou esta manhã, em conferência de imprensa, a construção do “Mosteiro Trapista de Santa Maria, Mãe da Igreja” em Palaçoulo, Miranda do Douro. O lançamento da primeira pedra está previsto para o início de 2018.

«É a primeira vez que os trapistas vêm para Portugal e acontece aqui, na Diocese de Bragança-Miranda. Depois de 472 anos do Mosteiro beneditino de Castro de Avelãs surge um novo mosteiro neste território. Tudo isto é graça de Deus», salientou, emocionado, o bispo da Diocese de Bragança-Miranda.

O “Mosteiro Trapista de Santa Maria, Mãe da Igreja” surge do Mosteiro de Vitorchiano (Itália), pertencendo à Ordem Cisterciense da Estrita Observância (OCSO) também conhecida como “Trapista”, e fundada em 1098. É um Instituto de Vida Consagrada de Direito Pontifício, formado por Mosteiros de Monjas e de Monges.

A erigir no lugar do Alacão, na freguesia de Palaçoulo, concelho de Miranda do Douro, este será um mosteiro para 40 Monjas (10 inicialmente), orientado para a contemplação e culto divino, dentro do recinto, e segundo a regra de São Bento. Na solidão e no silêncio, em oração constante e alegre penitência, oferecem à Divina Majestade um serviço humilde e nobre seguindo a vida monástica tal como determinado nas Constituições da Ordem Cisterciense da Estrita Observância.

 

Fundação do Mosteiro aprovada em final de setembro

Após contatos e reuniões com D. José Cordeiro, a Madre Abadessa do Mosteiro de Vitorchiano, Rosaria Spreafico, com o Padre António Ferreira Pires, Pároco da Paróquia de S. Miguel de Palaçoulo e com o Conselho Paroquial dos Assuntos Económicos, a Ordem requereu, em 3 de março de 2017, que a mesma fosse reconhecida e dotada de personalidade jurídica canónica na Diocese de Bragança-Miranda.

A fundação do mosteiro foi aprovada com muita alegria e comoção no dia 21 de setembro de 2017, durante o Capítulo Geral da OCSO em Assis, Itália.

 

Projeto encontra-se em fase de licenciamento

O projeto do Mosteiro, liderado pelo Arq. Pedro Salinas Calado, encontra-se em fase de estágio inicial, tendo sido presente às entidades competentes, no sentido de verificar a admissibilidade de várias determinantes projectuais, nomeadamente os usos, implantação, a extensão da área de ocupação, as cérceas, e as volumetrias do edificado.

O projeto que se pretende licenciar (em zona não urbanizada e afastado de vias de comunicação, de modo a salvaguardar o recolhimento das monjas) é um complexo edificado que tem uma extensa área de implantação (4 240 m2, para uma área total do lote de 273 596 m2). 

A regra da ordem cisterciense de estrita observância, sendo uma ordem contemplativa de clausura, requer disposições arquitetónicas e funcionais peculiares.

Do ponto de vista dos usos, a regra do ora et labora, estipula fundamentalmente quatro tipos de espaços:

  1. Espaços para oração: igreja de disposição particular e claustro;
  2. Espaços para trabalho agrícola e de pecuária, confeção e venda de compotas, atividade artesanal e de tarefa de copista;
  3. Espaços para estudo: Lectio Divina, salas de conferências, biblioteca, salas de aulas, etc.
  4. Espaços residenciais: além das funções residenciais adstritas às monjas será criado um espaço de acolhimento a peregrinos, leigos e sacerdotes visitantes, familiares das monjas, e pessoas que procurem um período de retiro – o que na descrição do mosteiro, de acordo com a regra, corresponde à chamada “hospedaria” (que é uma simples casa de acolhimento programada para cerca de 30 pessoas).

 

Obras começam em 2018

O “Mosteiro Trapista de Santa Maria, Mãe da Igreja” será construído em terrenos doados pela Paróquia de S. Miguel de Palaçoulo, em colaboração com 25 paroquianos e a Junta de Freguesia. O início da empreitada está previsto para 2018.

 

A Diocese de Bragança-Miranda e a Igreja em Portugal vivem, hoje, um momento único que se deseja fecundo.  

 

Secretariado Diocesano das Comunicações Sociais

25.10.2017