Capela da Santíssima Trindade enriquece Santuário dos Cerejais | Diocese Bragança-Miranda

«Deus quer, o homem sonha, a obra nasce». E, a obra nasceu…ao fim de 57 dias.

O Santuário do Imaculado Coração de Maria, nos Cerejais, em Alfândega da Fé, conta, desde o passado sábado, com um novo espaço de oração: a Capela da Santíssima Trindade. Trata-se de um lugar de oração centrado no acolhimento e recolhimento de pequenos grupos de peregrinos e movimentos.

A apresentação pública decorreu no auditório da Fundação Cónego Manuel Joaquim Ochôa perante a presença de mais de uma centena de pessoas. Seguiu-se a dedicação do altar, presidida por D. José Cordeiro.

Na homilia, o Prelado justificou a construção da Capela com a necessidade de melhor responder ao aumento da procura de «um lugar para a espiritualidade, para o encontro pessoal e comunitário com Deus e consigo próprios, sobretudo para retiros, para os cursos de cristandade, para outros encontros e movimentos que agora virão certamente», salientou.

A Capela, adaptada de uma antiga casa de forno e galinheiro, é uma obra do Eng. Rui Oliveira com peças originais do escultor Paulo Moura.

Manancial de simbologia, sobretudo pelas formas e cores que facilmente se podem observar no seu exterior bem como no interior, este templo vai às raízes da Eucaristia, do Pão, e abraça a natureza em redor. A mesa do altar foi feita em madeira de castanheiro e é uma réplica de uma masseira, onde antigamente se amassava/trabalhava o pão.

O ambão é identificado com a pá que leva o pão ao forno, e este, que durante a obra se manteve intacto é agora sacrário, símbolo do alimento espiritual.

Referindo-se à génese do altar-mor, D. José Cordeiro salientou que «este lugar a partir da Aparição de Tui à Ir. Lúcia sintetiza toda a Mensagem de Fátima que, ao mesmo tempo, é eucarística e mariana». As palavras “Graça e Misericórdia”, prosseguiu, «sintetizam o Evangelho e toda a mensagem que este Santuário procura traduzir desde há mais de 50 anos com a intenção do seu fundador, Cón. Manuel Joaquim Ochôa, e na continuidade feliz do atual reitor, o Pe. José António com a equipa que o está a assessorar nesta Fundação canónica».

Texto/fotografias: Bruno Luís Rodrigues/Secretariado Diocesano das Comunicações Sociais