2016-2017 | Ano Mariano (plano de atividades mensal está disponível em www.pastoralbm.com) | Diocese Bragança-Miranda

plano de atividades mensal está disponível em www.pastoralbm.com

Na continuidade do projecto pastoral diocesano «(Re)partir de Cristo nos novos caminhos da Missão», a Diocese de Bragança-Miranda pretende, para o ano pastoral 2016-2017, viver o Ano Mariano.

“Fazei o que Ele vos disser” (Jo 2,5)

Objetivo geral

Assumir as atitudes de Maria no seguimento de Jesus.

Descrição

Em apoteose vibrante a diocese de Bragança-Miranda acolheu de 12 a 26 de Julho de 2015 a imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima. Foi um tempo forte de encontro e de encanto com Maria que a todos interpelava e comprometia, foi uma graça para todos termos participado na “escola de Maria” recordando e aprofundado os valores essenciais de ser e de viver como discípulos de Cristo. À pergunta que em coro se colocava a Maria “Donde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor”, a Mãe, com um sorriso sedutor, ensinava a gratuidade, o compromisso e o serviço. Ela é a mulher fonte de virtudes humanas e cristãs que na humildade expressa que Deus é o Senhor da sua vida e o alicerce da nossa santidade. O beato Paulo VI na Marialis Cultus diz-nos “a santidade exemplar da Virgem Santíssima estimula, realmente, os fiéis a levantarem "os olhos para Maria, que brilha como modelo de virtudes sobre toda a comunidade dos eleitos" (LG 65). São virtudes sólidas e evangélicas, as suas: a fé e a dócil aceitação da Palavra de Deus (cf. Lc 1,26-28;1,45;11,27-28; Jo 2,5); a obediência generosa (cf. Lc 1, 38); a humildade genuína (cf. Lc 1,48); a caridade solícita (cf. Lc 1,39-56); a sapiência reflexiva (cf. Lc 1,29.34; 2,19.33.51); a piedade para com Deus, que a torna zelosa no cumprimento dos deveres religiosos (cf. Lc 2,21.22-40.41), reconhecida pelos dons recebidos (cf. Lc 1,46-49), oferente no Templo (cf. Lc 2,22-24) e orante na comunidade apostólica (cf. At 1,12-14); a fortaleza no exílio (cf. Mt 2,13-23) e no sofrimento (cf. Lc 2,34-35.49; Jo 19,25); a pobreza levada com dignidade e confiante em Deus (cf. Lc 1,48; 2,24); a solicitude vigilante para com o Filho, desde a humilhação do berço até a ignomínia da cruz (cf. Lc 2,1-7; Jo 19,25-27); a delicadeza previdente (cf. Jo 2,1-12); a pureza virginal (cf. Mt 1,18-25; Lc 1,2.6.3.8); e, enfim, o forte e casto amor esponsal”(n.57). A Maria foi o próprio Deus quem lhe atribuí o nome de “cheia de graça” para indicar que ela é desde sempre e para sempre a amada, a eleita, a predestinada para acolher o dom mais precioso, Jesus “o amor encarnado de Deus” (Enc. Deus caritas est, 12). E por isso, na nossa diocese ela é venerada nas mais diversas invocações e acolhida com devoção filial em nossas casas e corações. Nela, porque a cheia de graça, encontramos a presença misericordiosa de Deus e com Ela cantamos as maravilhas de Deus que não abandona o Seu povo, mas permanentemente nos convoca à vocação discipular de sermos Igreja que “escuta a Palavra e a põe em pratica” (Lc 11,28) através do ensino das verdades da fé e da caridade. O exemplo de Maria interpela-nos a ser verdadeiros discípulos de Cristo, que escutam diligentemente as Suas Palavras e as cumprem com fidelidade (Cf. MVM, p.71). Maria é crente porque vive em contínuo estado de escuta “conservava todas estas palavras e guardavas no Seu coração” (Lc 2,9), da procura do coração do Senhor, deixa-se interpelar pela ternura de Deus e disponibiliza-se para fazer a sua vontade. Assim, Maria apresenta-se como modelo do peregrino que suplica a bênção do Pai e nos acompanha neste vale de lágrimas no seguimento de Cristo, amparando-nos nos perigos, nas angústias, nas dúvidas, e de novo, com o entusiasmo de sempre, nos ensina o caminho de regresso à Casa do Pai. Com este V plano pastoral encerramos o projecto pastoral de 2012 a 2017 onde nos propusemos repartir de Cristo nos caminhos da missão. Este período foi um tempo de gestação para sermos uma Igreja diocesana mais participativa e corresponsável na comunhão discipular. Aprendemos a viver em Cristo e por Cristo para que Cristo seja a pedra angular da nossa alegria, paz e felicidade. Fomos iluminados pela Palavra de Deus que fortaleceu e purificou a nossa fé e amparados pela intercessão da inumerável multidão de santos, que na diversidade de formas de vida, se encaminharam para o mesmo e único Senhor. E terminamos, este ano, com o exemplo radical de Maria no seguimento de Jesus: “Eis que venho, Ó Deus, para fazer a Tua vontade” (Hb 10,5).

Estratégia

Frequentar a “escola mistagógica de Maria” que nos coloca no caminho de Cristo para vivermos com Ele e como Ele.

Objetivos Operacionais

  • Reabilitar a piedade popular para gerar a comunhão com Cristo;

  • Requalificar os santuários, festas e romarias marianas como ambientes de escuta e acolhimento do Evangelho;

  • Formar animadores pastorais no método catecumenal;

  • Fomentar o ano litúrgico como "bússola" das vivências de crescimento da comunidade;

  • Criar ou acolher grupos ou movimentos de pastoral familiar;

  • Promover campos pastorais com jovens.
 
Proposta de ações a realizar
  • Em cada arciprestado haver santuários marianos de referência onde peregrinar e terem de apoio catequeses de teologia mariana;
  • Valorizar o 1º sábado;

  • Criação de uma rota de santuários marianos na diocese que valorize o ritmo do ano litúrgico;

  • Estabelecer a distinção entre santuário e capela;

  • Realçar os 160 anos da proclamação da senhora da Graças como padroeira da cidade de Bragança;

  • Fazer do advento um tempo de espiritualidade mariana por excelência, destacando a novena da Senhora do Ó/Senhora do Advento;

  • Roteiro de vida espiritual com as seis Palavras de Nossa Senhora no Evangelho;

  • Central a catequese do Crisma na pastoral familiar;

  • Começar o ano pastoral/Liturgico com a entronização de uma imagem de Nossa Senhora em cada arciprestado;

  • Realização de um congresso mariano (Mensagem de Fátima): Redescoberta teológico-pastoral-litúrgico do Rosário;

  • Formação do clero sobre “Estabelecer pontes com a comunicação social”;

  • Formação sobre como estabelecer a comunicação na UP;

  • Valorizar as transmissões audiovisuais do Rosário;

  • Experienciar a família como santuário doméstico da Igreja;

  • Reorganizar a pastoral diocesana em chave familiar: “família de famílias”;

  • Fomentar o acolhimento aos casais novos, aos que se apresentam os seus filhos para o sacramento do Baptismo;

  • Estimular a criação de grupos de oração e de reflexão mariana;

  • Publicar o itinerário da visita pastoral;

  • Publicar a visita da imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima;

  • Recolha de orações marianas e de piedade popular nas comunidades;

  • Ladainha de todos os títulos marianos na Diocese;
 
Príncipios
  • Acolhimento
  • Fidelidade

Sacramentos

  • Matrimónio

Leituras

 

Descrição do símbolo

Este símbolo, na continuidade dos anos anteriores, foi desenhado por Tânia Pires com a colaboração da Equipa de Imagem da Vigararia para Ação Pastoral. Está presente a diocese, Maria e o sentido de peregrinação.

 

Hino Mariano e Refrão para a Oração dos Fiéis

Plano de atividades mensal está disponível na Página da Vigararia para a Ação Pastoral.

Última atualização em: 13.01.2017.